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Maria Clara, nome artístico de Maria da Conceição Ferreira, nasceu em 5 de Outubro de 1923 em Lisboa, filha de Guilherme Ferreira e de sua mulher Sorgue Caetano.

Começou como amadora no Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”, em Lisboa, onde praticava ténis de mesa. Estreou-se profissionalmente na opereta A Costureirinha da Sé, estreada em 1943 no Porto, da autoria de Arnaldo Leite e Heitor Campos Monteiro, com nomes como António Silva, Josefina Silva, Costinha e António Vilar que também se estreou na mesma produção.

A peça foi um sucesso e a editora Valentim de Carvalho convidou-a para gravar.

Só depois veio a rádio embora tenha sido recusada pela Emissora Nacional. Apenas em 1945 conseguiu convencer o júri da estação com “A Molerinha”. Em 1946 recebeu o primeiro prémio do Concurso de Cantadeiras e o primeiro prémio do Concurso de Artistas Ligeiros da Rádio.

Após o seu casamento com Júlio Machado de Sousa Vaz, neto materno do ex-Presidente da República Bernardino Machado, filho do 1.° Barão de Joane, falecido em 1999, foi viver para a cidade do Porto, no entanto deslocando-se a Lisboa, sempre que o trabalho o exigia e, fora do trabalho, continuava a passar aí grandes temporadas.

Alguns dos seus maiores sucessos são “Figueira da Foz”, “Zé Aperta O Laço” e “Hás-de Voltar”. Também trabalhou no Teatro de Revista e ficou com o seu nome ligado às Marchas populares de Lisboa, com destaque para a “Marcha do centenário” de 1940.

Maria Clara morreu, com 85 anos, no dia 1 de Setembro de 2009 no Porto.

Era mãe do médico e sexólogo Júlio Machado Vaz.