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A Maia vai em breve implementar o Programa CED (Capturar, Esterilizar, Devolver) às colónias de gatos do concelho.
Para este efeito, e tendo em conta que a implementação do programa reveste-se de alguma complexidade em termos de recursos humanos no terreno, a autarquia maiata irá estabelecer um acordo com uma instituição zoófila já constituída e com experiência e resultados comprovados neste campo.

O município vai em breve assinar um protocolo com a Associação Animais de Rua – Esterilização e Proteção de Animais em Risco, «que apresenta um trabalho amplamente reconhecido a nível nacional nesta área específica de atuação, com contratos já estabelecidos também com outros municípios», refere a proposta já aprovada em reunião de Câmara da Maia.

De acordo com a minuta do protocolo, a Câmara da Maia irá apoiar a associação com 5 mil euros, no sentido de se conseguir controlar as colónias de gatos. A implementação do Programa CED possui diversas vantagens, entre as quais, «o controlo e redução do número de gatos errantes» que vivem estado selvagem e o «maior controlo sanitário das populações de gatos da cidade.»

O município prepara a lista das colónias de gatos errantes a controlar pela associação Animais de Rua, que ficará, de acordo com o protocolo a assinar, responsável também por tratar as colónias ainda não recenseadas e que se venham a constituir ou identificar dentro do concelho da Maia, durante a vigência do protocolo (com duração de um ano).

Assim, no âmbito deste acordo, a Câmara da Maia vai supervisionar os trabalhos da associação, através do veterinário municipal, fornecer apoio logístico e auxiliar na criação de uma base de dados, de forma a permitir que a associação possa inserir e atualizar os dados relativos às colónias sob a sua gestão.

Em que consiste Programa CED

Capturar-Esterilizar-Devolver (CED) é um método humano e eficaz de controlo de colónias de gatos e de redução das populações felinas silvestres.

O processo envolve a captura dos gatos de uma colónia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução dos animais ao seu território de origem, onde são alimentados e protegidos por um cuidador.

Sempre que possível, os animais adultos dóceis e as crias que ainda estejam em idade de socialização são retirados das colónias e encaminhados para adoção.