Distanciamento sanitário nas escolas

A diretora-geral da Saúde descartou a aplicação de novas regras para as escolas na prevenção da pandemia da covid-19, salientando que têm sido “locais relativamente seguros”.

Questionada na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia em Portugal, Graça Freitas indicou que “felizmente, e por motivos que não se sabem mas têm também a ver com a idade das crianças e a sua capacidade de se infetarem e infetarem os outros”.

“As escolas têm sido locais relativamente seguros. Têm acontecido casos mas não têm sido grande fonte de transmissão, sobretudo escolas com crianças mais pequenas, que de facto não contraem nem transmitem muito a doença”, afirmou.

“À medida que as crianças vão crescendo, os adolescentes e os jovens vão-se aproximando de um padrão parecido com o dos adultos”, reconheceu.

Medidas como decidir adoção de aulas à distância tornam-se mais fáceis no ensino superior, “por um lado porque essas pessoas já têm um padrão parecido com o dos adultos, como conseguem autonomamente seguir formas de ensino à distância”.

A diretora-geral da Saúde apontou que mais do que novas regras, importa “comunicar melhor essas regras à comunidade educativa e à comunidade da saúde”, quer as regras de prevenção quer os procedimentos a adotar quando existam casos.