Ministra remete decisão sobre o fim do estado de emergência para o Presidente

O PS defendeu hoje que há condições para Portugal avançar para a última fase do plano de desconfinamento a partir de 03 de maio e admitiu o fim do estado de emergência no fim deste mês.

Esta posição foi transmitida pelo secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, após 20.ª sessão sobre a situação da covid-19 em Portugal, no Infarmed, em Lisboa, com a participação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, do primeiro-ministro, António Costa, de representantes de partidos e dos parceiros sociais.

O eventual fim do estado de emergência em Portugal é uma decisão da competência do Presidente da República, frisou hoje Marta Temido, que assumiu ainda assim que a atual situação da pandemia de covid-19 “é favorável”.

Entre as “muitas questões” que a pandemia continua a levantar, Marta Temido realçou o problema das variantes e a necessidade de uma “gestão de fronteiras”. O foco virou-se agora para a variante do SARS-CoV-2 identificada na Índia e da qual já foram observados casos em Portugal, dos quais alguns são de cidadãos de outras nacionalidades e outros já de portugueses sem histórico recente de viagem.

“Pode ser sinal de se estar a iniciar a transmissão comunitária”, alertou Marta Temido, que notou também que “as variantes são uma das complexidades” colocadas pela pandemia e que exigem atenção da parte dos responsáveis e investigadores.

Questionada sobre o plano de desconfinamento e o eventual avanço para a quarta e última fase prevista no plano para 03 de maio, a governante recordou a “cronologia de etapas” que o processo tem seguido por parte do executivo e remeteu o anúncio das decisões para quinta-feira, dia da reunião do Conselho de Ministros.