Refinaria de Matosinhos para totalmente no final do mês
Refinaria Matosinhos

A Galp anunciou, esta manhã, que vai deixar, progressivamente, de produzir combustíveis na Refinaria de Matosinhos, com manutenção apenas da componente logística para abastecimento do mercado regional. O futuro das instalações não está ainda definido, mas entrará em curso um estudo para a conversão.

A Galp fecha refinaria em Matosinhos a partir de 2021 e concentra em Sines. A decisão está alinhada com descarbonização, mas Governo está preocupado com trabalhadores que são entre 350 a 400.
A unidade de Matosinhos já tinha suspendido a produção de combustíveis devido à falta de procura causada pelo impacto económico da pandemia, primeiro em abril e depois em outubro. Com a decisão de encerrar a atividade de refinação em Leça da Palmeira, Portugal fica apenas com uma refinaria a operar, Sines.

A administração da GALP vai reunir-se esta manhã com Luísa Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos.

Telmo Silva, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadores do Norte, disse já à TSF que a notícia é uma “bomba”, porque implicará uma “redução drástica”, que deverá alcançar perto de 300 trabalhadores. Também de acordo com Telmo Silva, “trabalhadores de outsourcing e de prestação de serviços” poderão aumentar esse número de dispensas para “600 ou 700 pessoas”.

Em comunicado, o Ministério do Ambiente indica que a decisão é da responsabilidade da Galp, e reconhece que está alinhada com uma estratégia necessária de transformação das indústrias dependentes do petróleo e do gás. No comunicado, o Ministério garante ainda que está preocupado com o futuro dos trabalhadores, acentuando a disponibilidade do fundo europeu para a transição justa.

O Governo sublinha ainda que a segurança de abastecimento de combustíveis está assegurada. O Porto de Leixões continuará a receber produtos refinados, que serão transportados por pipeline para o local da refinaria, de onde serão distribuídos para a região norte do país. Mas apela à Galp para que procure “rentabilizar os ativos físicos que detém em Leça da Palmeira para o desenvolvimento de novos negócios industriais no domínio da energia, estando o Governo disponível para colaborar com a empresa nesse domínio.”