Refinaria de Matosinhos para totalmente no final do mês
Refinaria Matosinhos

A Galp anunciou, esta quarta-feira, que a fábrica de combustíveis da refinaria de Matosinhos vai fechar em março. As fábricas de aromáticos e óleos base trabalham até junho e em dezembro encerram-se as utilidades.

A empresa refere que o processo, que deverá prolongar-se, no mínimo, durante três anos, terá “três grandes etapas sequenciais”: descomissionamento, desmantelamento e descontaminação.

“O descomissionamento terá lugar durante 2021 e destina-se a isentar todas as unidades processuais da presença de produto, preparando os equipamentos de uma forma segura”, explica a Galp em comunicado. No próximo ano arrancará o desmantelamento e a descontaminação do terreno. O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, já garantiu que o Fundo para a Transição Justa não servirá para pagar a limpeza do terreno. Essa responsabilidade é das empresas, afirmou.

As reuniões entre os 401 trabalhadores da refinaria e os sindicatos iniciaram-se esta semana, um mês depois de a empresa ter anunciado que ia encerrar a Petrogal. Entre fevereiro e março, esclarece a empresa, “serão realizadas conversas individuais” com os colaboradores “com o objetivo de identificar as soluções que se afigurem viáveis em cada caso particular e a data de implementação prevista para a mesma, garantindo que todos serão ouvidos e tratados com o respeito e a dignidade que se exige”.

No parque logístico em que se transformará a Petrogal ficarão a trabalhar 70 pessoas.

Em cima da mesa estão soluções como a mobilidade interna dos trabalhadores e a requalificação para que possam entrar noutro tipo de mercado de trabalho. Esta última solução não será viável para os trabalhadores uma vez que envolverá despedimentos.

A empresa diz estar a analisar todos os processos de contratação na empresa, “avaliando a possibilidade de direcionar uma parte substancial das vagas de 2021 para promover eventuais situações de mobilidade interna e de requalificação de competências”.

dia 20