O Grupo Dramático e Recreativo Flor de Pedrouços organizou uma cerimónia de celebração de 100 anos. A sessão decorreu na sua sede com o presidente da Câmara da Maia como convidado de honra.

O evento, que decorreu no último dia 27, contou ainda com a animação da Fanfarra dos Bombeiros de Pedrouços. Na ocasião foi montada uma singela exposição de fotografias sobre a história da associação e prestadas homenagens a alguns associados.

Francisco César, Manuela Silva e José Luz foram os principais elementos da equipa que organizou as comemorações de um centenário. Francisco César é o sócio nº 1 e fez um resumo a todos os presentes de uma história que começou em 15 de outubro de 1919, numa altura em que Pedrouços era ainda da freguesia de Águas Santas.

Foi recordado que “numa época em que o analfabetismo imperava criar um grupo para uma Escola de Teatro convenhamos que não foi fácil”. Assim, esta coletividade nasceu ainda com o objetivo de “assistência aos mais desfavorecidos”, aliás como consta dos estatutos.

Foram 100 anos de muita luta, mas também de muitos sucessos. Francisco César lembrou que, “ao longo da sua existência, o Flor de Pedrouços efetuou centenas de espetáculos, percorreu milhares de quilómetros, levou a sua arte de bem representar a lugares, vilas, cidades e concelhos deste país e daí trouxemos a ovação, o ânimo e a força para continuarmos”.

Este antigo dirigente do Flor de Pedrouços, com 65 anos de ligação ao grupo, sublinhou que para que esta casa seja ainda melhor “a partir deste milénio, o nosso grande objetivo era sermos de utilidade pública para assim podermos dar largas à nossa imaginação e lutar por uma cultura melhor ao serviço do nosso povo e do concelho a que nos orgulhamos de pertencer”.

Desde o final do último mandato na Câmara de Bragança Fernandes, ou seja desde 2017, que a sede do GDR Flor de Pedrouços é propriedade da Câmara da Maia. Desde então, foram feitas obras de melhoria das instalações, mas que ainda é necessário aprofundar.

O presidente da autarquia, Silva Tiago, visitou o espaço no dia 27 e assegurou que irá apoiar a coletividade cultural, sendo necessário que esta avance para a constituição de novos corpos sociais, uma vez que a anterior direção abandonou o Flor de Pedrouços. Segundo a equipa das comemorações do centenário – Francisco César, Manuela Silva e José Luz – a direção anterior deixou problemas financeiros, que agora a associação terá que ultrapassar com o apoio de toda a comunidade.

Silva Tiago mostrou-se reconhecido por esta entidade ter consolidado “um século de História”. O autarca referiu que se sentia de “algum modo intimamente recompensado, a nível pessoal e institucional, por sentir que todo o esforço financeiro e material que a Câmara Municipal fez para apoiar esta coletividades, ajudando-a a consolidar o seu património e criar as melhores condições possíveis para desenvolver as suas atividades de cultura, recreio e desporto, foram importantes para que chegasse ao seu 1º século de existência instalada em melhores condições para o exercício da sua missão social”.

O presidente da Câmara deixou o repto à população, referindo que “é dever de todos, no exercício da sua cidadania plena, contribuir para que o GDR Flor de Pedrouços alcance o seu II Centenário de existência”.