Serra da Agrela, em Santo Tirso

Os militares da GNR e os agentes da Proteção Civil que atuavam no terreno quando um incêndio que lavrava na serra da Agrela, em Santo Tirso, a 18 de julho passado, atingiu dois abrigos de animais, matando 69 cães e quatro gatos, não cometeram infrações, segundo concluiu o Ministério da Administração Interna (MAI).

O inquérito então determinado pelo ministro da tutela, Eduardo Cabrita, à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAL), na sequência de falhas apontadas aos operacionais, constatou “não haver indícios da prática de qualquer infração disciplinar por parte dos guardas da GNR e dos agentes da Proteção Civil no incêndio na serra da Agrela”.

Recorde-se que os militares da GNR foram, na altura, acusados de impedir o auxílio aos animais. A Guarda esclareceu, então, que “as consequências trágicas do fogo não tiveram qualquer correspondência com o facto de a Guarda ter impedido o acesso ao local por parte dos populares”, uma vez que “a essa hora já tinham sido salvos os animais que foi possível salvar”.

Após o incêndio, a Câmara de Santo Tirso abriu um processo disciplinar ao veterinário municipal e suspendeu-o de funções, mas ainda não é conhecido o resultado das averiguações internas encetadas pela autarquia.