Sindicato alerta para

“O momento atual no complexo industrial é de enorme incerteza e vulnerabilidade no que diz respeito à sua continuidade como um dos maiores polos industriais existentes no norte do país”, refere o sindicato num comunicado distribuído ontem aos trabalhadores da Petrogal, em Matosinhos.

Falando num “forte ataque, ainda que dissimulado, por parte da administração da Galp Energia, que não pode passar despercebido às forças vivas da região”, o Site-Norte diz que “os sinais são muito claros”.

“A suspensão da produção de combustíveis indeterminadamente, parando equipamentos que, recordamos, foram considerados na altura como o garante do futuro e competitividade da refinaria é sem dúvida revelador do momento delicado que atravessamos”, sustenta.

Por outro lado, refere, é também sintomática “a desativação da monobóia, que, na altura em que foi colocada em serviço, significou um salto qualitativo em termos de rentabilidade do petróleo bruto tratado nas instalações da refinaria, minimizando o risco de paragens por inoperacionalidade do posto A no Terminal de Leixões e consequente pagamento de sobreestadias dos petroleiros”.

Face a esta situação, o Site-Norte/Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose e Papel (Fiequimetal) diz ter realizado “várias reuniões com entidades camarárias e governamentais”, designadamente a Câmara Municipal da Maia, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), os grupos parlamentares do PCP, PEV, BE e PS e os ministérios do Trabalho, da Economia e do Ambiente.

Para hoje estava agendada uma reunião com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Comissão Executiva da Área Metropolitana do Porto.