Turismo não recupera antes de 2023
Arquivo PM

Portugal está no grupo de países do euro que deverá ter uma recuperação da atividade turística mais lenta, não sendo ainda visível no horizonte de médio-prazo, de acordo com projeções da Comissão Europeia.

Segundo Bruxelas, nem no melhor cenário se avista a retoma plena antes de 2023. Mas, Portugal não está só. Grécia, Espanha, Chipre e Malta enfrentam um destino previsível semelhante, de acordo com os cálculos do último relatório trimestral sobre a Zona Euro da Direção Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, divulgado no final da última semana.

Este grupo de países deverá “sentir ainda algumas consequências negativas do choque Covid-19 no sector de turismo e no saldo externo, mesmo em 2022 no cenário otimista”, escrevem os autores do documento.

As razões prendem-se com a maior dependência do tráfego aéreo internacional para captar turistas, e com o facto de estes países serem os mais expostos à quebra de visitantes devido ao peso do turismo nas balanças de serviços nacionais.

No cenário central do estudo, e não o mais otimista, neste ano o turismo português terá de viver com 31% das dormidas internacionais do ano pré-crise, 2019, sendo que em 2022 ainda haverá mais de um quarto do mercado internacional da hotelaria por reaver, com a recuperação em 72%.