Rui Moreira e Silva Tiago_imagem ASantos

O presidente da Câmara da Maia não quer portagens no troço da A41 que atravessa a cidade, permitindo que os maiatos circulem no seu próprio território sem pagamentos.

Ao longo dos últimos meses tem-se intensificado o discurso do presidente da Câmara da Maia na defesa do reforço da mobilidade no concelho, particularmente de uma reavaliação da aplicação de portagens nas vias que abrangem o concelho.

Ainda assim, Silva Tiago sublinha que é a favor do princípio do utilizador-pagador, mas a existência de pórticos deve ser estudada de forma integrada e colocados onde devem existir, explicando que não é apologista de “pórticos que não façam sentido”.

E dá um exemplo claro: “se a A41 na entrada da cidade não fosse portajada, servia como uma verdadeira circular. Assim, quem quer deslocar-se da Maia do lado sul para o lado norte tem de ser pela A41, ou como alternativa à auto-estrada, anda por arruamentos municipais e demora muito mais tempo”.

O autarca da Maia referiu ao Maia Primeira Mão que a defesa deste tipo de intervenção pelo fim destes pórticos, mesmo sendo dentro da cidade, deve ser defendida no âmbito de uma proposta mais abrangente e integrada com os municípios vizinhos, dizia-nos o presidente da Câmara da Maia, após a reunião que manteve com o presidente da autarquia do Porto, na Quinta dos Cónegos, na semana passada.

“Estou a desenvolver aqui esta intervenção com o Porto, para que esta medida dos pórticos da Maia tenha a ver com o estudo que está a ser feito para a Área Metropolitana. Intervir nisso implica não o fazer de forma cega e sem olhar para o resto. Tem de ser feito de forma integrada, tendo em conta os municípios e a mobilidade metropolitana”, defendeu.

Silva Tiago propõe que a A41 atravesse a cidade da Maia sem portagens, permitindo que os maiatos circulem no seu próprio território sem pagamentos, havendo apenas portagens nas extremidades da Maia para quem percorre a A41 em viagens inter-concelhias.